Agradecimento

Postagens Mais Recentes do Blog:

sexta-feira, 5 de julho de 2013

Sabia que você trabalha um semestre inteiro só para pagar impostos?

O dinheiro recebido pelos trabalhadores brasileiros durante os seis primeiros meses do ano é destinado aos juros empregados nos produtos e serviços consumidos. Um estudo do Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário (IBPT) aponta que a metade do ano trabalhado serve somente para pagar impostos, taxas e contribuições ao governo. Só a partir do mês de agosto deste ano que o trabalhador brasileiro poderá começar a trabalhar para si próprio e receber o seu salário integral.

O estudo mostra que se o trabalhador brasileiro morasse na Argentina ou nos Estados Unidos, seriam pouco mais de três meses exclusivamente para pagamento de impostos. A margem de tempo reduz, mas também não traduz vantagens.

A rede internacional de contabilidade e consultoria realizou outro estudo em 25 países e constatou que o Brasil é o país com os maiores “custos extras” para cada trabalhador com carteira assinada. Enquanto os empregadores pagam, em média, 57,6% do salário anual de um trabalhador em impostos e contribuições sociais, um funcionário com salário anual de R$ 60 mil tem um custo extra de R$ 34,5 mil, diz o levantamento.

Especialistas afirmam que hoje se trabalha o dobro de tempo para pagar tributação. Isso significa que a renda do brasileiro comprometida com os impostos só fez aumentar nos últimos anos, segundo o IBPT.

O contribuinte brasileiro paga atualmente 63 tributos que incidem tanto sobre a renda, como o Imposto de Renda, a contribuição previdenciária, quanto impostos embutidos nos preços de produtos e serviços, como o ICMS e o IPI, além da tributação do patrimônio (IPTU e IPVA), e taxas como limpeza pública, coleta de lixo, emissão de documentos e iluminação pública.

Na realidade, temos que trabalhar para prover o que o governo não fornece. Em 2011, só o governo federal tirou dos contribuintes quase R$ 1 trilhão em forma de impostos, sem contar os tributos pagos aos governos estaduais e municipais.

Nenhum comentário: